Saber perder...
Nossa! Difícil... Sempre tive, aliás - tenho!, dificuldade em conviver com perdas. Porém, nunca pensei o quanto certas coisas influenciam tanto em mim.
É difícil até falar delas. Só de pensar, um tantim de raiva já começa a aparecer!
Faz tempos que venho trabalhando isso e a cada dia me surpreendo com o tanto que ainda preciso caminhar. Às vezes, quero correr, voar... passar por cima de tudo, mas aí me contenho e concordo que o melhor é enfrentar!
Derreto como manteiga... mas sigo em frente, pra ganhar a dolorosa tarefa de saber perder!!!
Quantos pensamento fervendo em minha cabeça... pequenos pedacinhos que me fazem vislumbrar a maravilha da vida, das pessoas, de seus dons...
Ontem enquanto escutava Oswaldo Montenegro, uma frase ficou gravada: "porque metade de mim é o que sinto; a outra metade o que vejo"... acho que tem tudo a ver comigo! Foi um pouco do que me passou pela cabeça quando pensei em criar este blog! No entanto, esta é só uma parte do magnífico poema por ele recitado... e ouvidos enquanto admirava a beleza dos caminhos de Minas!
Ao mesmo tempo, me encanto diante da simplicidade com que Marina e Vívian conseguem trazer em suas postagens. Simplicidade de uma profundidade estarrecedora!!!! Me deixam até um pouco fora do ar. Preciso ter tempo pra saboreá-las!
Meu mais recente dislumbramento foi diante das fotos da Taah... impossível descrever o que aquelas imagens me passam! Não é apenas uma cena bonita que vejo, mas o que sinto!
Queria fazer poesia...
Não qualquer poesia!
Mas daquelas que tocam fundo, no âmago!
Queria ser poeta...
Falar da vida com a simplicidade de uma criança
Que se encanta com o mar!
Queria fazer poesia
Com palavras simples mas de versos profundos
Sobre o momento em que me encontro!
Queria ser poeta
E assim trazer a luz tudo que me encanta
E as vezes assombra!
Ufa... como é bom ver que vencemos uma batalha, tendo como única arma a verdade!
Quando penso em tudo que sofri, parece que se tornaram grãos de areia, migalhas ao longo do caminho. Hoje é isso, mas ontem... nossa, parecia a pedra de quase insustentável peso que tinha sobre minhas costas.
Esta experiência tem me dado força e feito acreditar que consigo vencer batalhas piores. E só assim estou de pé...

